31 de janeiro de 2007


E a vida fácil na verdade era
corrosivamente dura
depravado corpo degradado, degenerado
coração maculado
de uma sujeira que não sai no banho
que não sai do corpo

-corrupção, concupiscência-

Nos dias de sua luxuria
se inflamou pelo dinheiro fácil
da multidão de teus amantes
que nunca te amaram...

Te abusaram, Hilda
e sua fama se tornou obsoleta.
mas tua vergonha, Hilda, se espalhou
como doença contagiosa.
A malícia de teus olhos pintados
e a lascívia de teus lábios vermelhos
se tornaram perigosos demais
para todos os que seguiram
teus caminhos de morte,
teus passos para o inferno.

A tua fama, Hilda, se tornou obsoleta,
e tudo foi mentira,
Interesse.
Te usaram como um descartável
e sua vida só seria fácil
se fácil fosse sinônimo de vazia.
Pois agora estás sozinha, como sempre esteve

só que mais sozinha.

Mas existe um nome que liberta
Alguém que te Ama de Verdade
Ele é a esperança
Ele te espera
Então abandona esta vida Madalena,

Luta, se liberta, lava a sua alma!

Se desprende dos teus sete demônios
E vai...
...e não peques mais...

Disse Jesus:
"-Eu sou o caminho, a verdade, a vida."


(poema para meninas da boate Hilda Furacão e 
de todas as boates e esquinas de programa, 
e para Bruna Surfistinha)