30 de outubro de 2008


Desembargador Alcides morto em acidente de trânsito, não morreu por mim,
Mataram Catarina Espencer num assalto, não morreu por mim.
Baleado na cabeça por bala perdida, Fernando Maciel, não morreu por mim.
Atropelada em via pública uma mulher ainda não identificada, não morreu por mim.
Na Bósnia, Vina Karmikova, morta em explosão, não morreu por mim.
Chacinada família em Vigário Geral, não morreram por mim.
Fábio Queiroz envenenado em sua própria casa, não morreu por mim.
Rita de Cássia Fernandes Oliveira, estrangulada pelo marido, não morreu por mim.
Antônio Barbielli metralhado pela máfia italiana, não morreu por mim.
Afogada Ann Shelds na Inglaterra, não morreu por mim.
Carro pega fogo e incinera Ernie Peterson, não foi por mim.
Ninguém nunca verdadeiramente enfrentou a morte por amor...

E os problemas não cabiam mais aqui.
Os problemas não cabiam mais.
Um mundo tão pequeno.
E tantos perdidos dentro dele.
Os enganados pelo próprio coração não conseguem ver
que as aparências não enganam mais.
Mas eu também era infeliz e não sabia.
E a vergonha me vestia com sua “grife” maldita e famosa.

Atropelaram os inocentes, mas não foi por mim.
Assassinaram quem sabia demais,
um soldado morreu no resgate dos seqüestrados e
o bombeiro em meio as chamas do incêndio.
E não foi por minha causa.

Simplesmente - moderna maldade de sempre -

Metralharam os bravos e nobres soldados da guerra.
Explodiram os condecorados.
Mas não foi no meu lugar.
Ninguém nesse mundo quis levar minhas desgraças.
Pois todos já tinham desgraças demais.


O Senhor
Foi quem quis cuidar de mim
...Jesus
O único que venceu a morte
Por amor de mim.